<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5617080902516193</id><updated>2011-04-21T15:26:22.278-07:00</updated><title type='text'>das poucas coisas</title><subtitle type='html'>&lt;i&gt;contos e pontos de Alexandre Colchete.&lt;/i&gt;</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5617080902516193/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>alexandre colchete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01272115169226530897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/913/423913.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>13</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5617080902516193.post-982964314605445462</id><published>2009-05-15T10:44:00.001-07:00</published><updated>2009-05-15T10:44:05.730-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="right"&gt;&lt;font face="Georgia" size="6"&gt;À instantaneidade&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="2"&gt;Moonlight Sonata. Não tem música mais explanada que essa para piano e, mesmo assim, exaustivamente repetida ao ouvido, ela ainda comove. Mexe, de alguma maneira. &lt;em&gt;Dá uma colherada na panela de carne moída pra não grudar. &lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="2"&gt;Daí eu começo a pensar que é uma coisa que se desgruda da lembrança da música. Cada nota que toca ali você já conhece mas não é o saudosismo, a memória, que te emociona. Se a emoção vem pela memória, a música foi só referência. Digo do que a harmonia tem de te dar aquela sensação. A própria harmonia que se criou é que te angustia, que vibra o peito, que desprende energia. Energia num conceito físico, até, fazendo mover, enfim, coisas que já passaram por aqui. Aquela coisa vazia e nova, sem símbolos por trás. A música pela música, de vida própria, &lt;em&gt;sem referências&lt;/em&gt;. Certo?&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="2"&gt;E eu caio na percepção sobre o vazio. Também já passou por aqui a história sobre o tempo dar razão às coisas, de modo que, não fosse a noção cronológica das coisas, seríamos seres irracionais. Irracionais no sentido de não ter nem memórias nem expectativas. Imagino que desprender-se disso totalmente é viver da vibração de se sentir vivo. Não que seja bom ou ruim, só estou entendendo o que seria. É a vida na sua mais pura forma. &lt;em&gt;Instantaneamente sendo&lt;/em&gt;. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="2"&gt;Então a expressão pessoal. A identidade. Aquilo que é individual. Único. Uma forma nova e independente de referências. E penso que o vazio de alguém é o que o faz crescer de 0 a 100, ao invés do que podia ser 100 e perdeu pontos. Penso que todos podiam ser nada e são alguma coisa. E o ponto zero, já citado antes, seria isso, esse ponto vazio de coisa, desprendida do que já foi ou do que supostamente deveria ser. E sendo, a aleatoriedade faz a escolha ser nova. Porque eu penso na vida brotando do chão, e cada gota é uma nova. Porque o universo é vivo, sincero e, por isso, aleatório. Qualquer coisa que existe, qualquer forma que tome a natureza, sempre será nova. E ser aleatório é ser entregue do ponto de vista racional. Sincero pois é se deixar pela despretensão sobre referências antigas. E a busca pela expressão pessoal, independente de gênero, seja na arte, física, biologia, psicologia, filosofia (pensando na transdisciplinaridade), é a busca por seu ponto zero. Tentar entender a &lt;em&gt;diferença&lt;/em&gt;, ao invés do &lt;em&gt;em comum&lt;/em&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Enfim, não pretendia chegar a algum final ou conclusão. O pensamento corre e se mantem vivo. Só pra registrar no tempo. E que assim, esclarecendo as coisas, eu possa ficar livre pra novos ares.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5617080902516193-982964314605445462?l=daspoucascoisas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/feeds/982964314605445462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/2009/05/instantaneidade-moonlight-sonata.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5617080902516193/posts/default/982964314605445462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5617080902516193/posts/default/982964314605445462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/2009/05/instantaneidade-moonlight-sonata.html' title=''/><author><name>alexandre colchete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01272115169226530897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/913/423913.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5617080902516193.post-2195415569676091101</id><published>2009-03-21T14:50:00.000-07:00</published><updated>2009-03-21T16:22:57.935-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ainda com a mente (relativamente) fresca sobre a histórica passagem de Radiohead pelo Rio de Janeiro, venho tratar do que me pareceu mais interessante no espetáculo. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Espetáculo. Digo e repito. O cenário muito bem estruturado parecia colocá-los em uma atmosfera própria, uma bolha colorida que se inchava e contraía ali, na cara de quem quisesse estar vendo. Tubos compridos pendurados bem acima de suas cabeças até o alto. Fechavam um cubo. Um cubo mágico. Um cubo de Rubik que eles talvez estivessem tentando resolver. Os tubos de LED emitiam faixas de luz que completavam conceitualmente a obra ali exposta. As cores traziam todo o espectro visual das músicas e preenchiam ainda mais aqueles momentos. Efeitos sincronizados faziam parecer que tudo acontecia na hora, que era natural e só reagia ao som de maneira própria. O telão atrás vinha a complementar, ora com câmeras ao vivo espalhadas pelo palco, ora com efeitos climáticos. Desde o roxo frio, do ar gelado e escuro do início de Everything In Its Right Place, à psicodelia multicolor do solo de Paranoid Android. Tudo foi pensado de modo a transformar a apresentação em um espetáculo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Mas o visual só vinha a complementar a obra sonora. A profundidade e ambiência são características marcantes dos caras e tudo isso apareceu, ao vivo, cada um no seu brinquedo fazendo sua parte numa puta ambiência sonora. E o silêncio. Faust Arp colocou todos mudos, afim de ouvir os dois violões cuidadosamente dedilhados, sabendo que cada nota era importante. Toda nota e não-nota era essencial para a proposta da música e não estava ali à toa. A noção de vazio era brilhante. Sabiam que, pra fazer barulho, teem que conhecer o não-barulho. Isso fazia cada solo essencial, preciso, de necessidade. Construíram do zero, do vazio, e cresciam. E o vazio numa estrutura daquela, um palco enorme, cheio de cores, milhares de pessoas à boca do palco, era o que mais me bagunçava a mente. Quando o público estava compenetradíssimo e os caras se segurando nas mínimas notas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Momentos únicos esses, como também os de euforia. A troca público/banda estava intensa. Me percebi numa massa e não mais respondia por mim, mas por todos aqueles. Uma palma era mil. Estavam todos contagiados, um pelo outro, e incluindo banda. O &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;crescendo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; de palmas, ao final do arpejo de Weird Fishes foi algo genial. A platéia reagindo à expectativa que a música cria em torno da virada. E foi crescendo, contagiando aos poucos. Era um corpo. Entoou-se backing vocals e instrumentais. Ed parecia o mais orgulhoso, do tipo "Hey guys, that's what I was talking about!". Thom não aguentou e riu, quando viu milhares de braços levantados em coro por "raaaaiiinn dooowwwnn" no bridge de Paranoid Android. Não se pode ter certeza sobre o que se passava na cabeça deles. Podiam estar estranhando muitíssimo as pessoas pulando eufóricas nas letras tão comprometidas da banda, mas de fato era uma experiência intensa. O público respeitou (embora não tenham dado o devido respeito ao Kraftwerk) o que estava ali diante dele. E a banda respeitou o que estava à sua frente. Sabiam do momento especial em que estavam.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ao fim, não houve fim. A energia continuava pulsante na cabeça e me inquietava. Reencontrei os amigos que estavam comigo logo antes (uma pena não passarmos por todos os shows juntos) e respiramos. Precisávamos nos encontrar só pr'aquela última troca de compreensão. Todos se reconheceram no outro e estavam tranquilos. Como um corpo. Todos ligados. Até que fomos expulsos, então, pelo vazio da Praça Onze.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5617080902516193-2195415569676091101?l=daspoucascoisas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/feeds/2195415569676091101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/2009/03/ainda-com-mente-relativamente-fresca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5617080902516193/posts/default/2195415569676091101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5617080902516193/posts/default/2195415569676091101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/2009/03/ainda-com-mente-relativamente-fresca.html' title=''/><author><name>alexandre colchete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01272115169226530897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/913/423913.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5617080902516193.post-8024753857546352067</id><published>2009-03-13T20:57:00.000-07:00</published><updated>2009-03-15T12:50:10.440-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_UEnXoZZg2r8/Sb1bnUMnloI/AAAAAAAAALY/9RZPqAp0ckQ/s1600-h/16-estoura.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 92px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_UEnXoZZg2r8/Sb1bnUMnloI/AAAAAAAAALY/9RZPqAp0ckQ/s400/16-estoura.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313503866361714306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;Microcaos / Macroequilíbrio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Então a parte estável, plena, é equilíbrio. Não balança, não cai, como se em seu estado perfeito, agora para levitar. A continuidade, previsibilidade lógica do tracejado na função constante ao gráfico espaço x tempo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Tudo é inerte e preciso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; Não há poeira, ali, que faça desandar ou tropeçar. Não há limo onde se possa escorregar e você está completamente seguro. Consciente e lúcido. Ali não há dúvida. Todo o futuro lhe é pretendido; todo o seu passado respondido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Mas qual seria essa linha absoluta se expressa por um ser vivo, orgânico? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Qual é a mão que não treme?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; Qual o corpo que não pulsa? O organismo caótico à sua microcomplexidade. O corpo que alcança não pelo braço longo, mas antes por sua matéria enquanto ser. Partículas e seja o que for que as movimente. É imprevisto, aleatório. Pulsa e desequilibra. Enferma. Falha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Mas o bêbado nunca esquece o caminho de casa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; Apesar de todas as possibilidades concedidas, é na sua cama de lençol limpo que ele quer restar. É na certeza. É atrás da paz que vive o homem. Da plenitude e calmaria. Do não-medo. De não fazer a escolha errada. Não se arrepender ou decepcionar as expectativas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Se a beleza do equilíbrio ainda é todo o sentido, eu já estou começando a duvidar, mas que seja experimentado em pratos limpos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5617080902516193-8024753857546352067?l=daspoucascoisas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/feeds/8024753857546352067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/2009/03/microcaos-macroequilibrio-entao-parte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5617080902516193/posts/default/8024753857546352067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5617080902516193/posts/default/8024753857546352067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/2009/03/microcaos-macroequilibrio-entao-parte.html' title=''/><author><name>alexandre colchete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01272115169226530897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/913/423913.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_UEnXoZZg2r8/Sb1bnUMnloI/AAAAAAAAALY/9RZPqAp0ckQ/s72-c/16-estoura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5617080902516193.post-5284010339335104399</id><published>2009-03-04T13:11:00.000-08:00</published><updated>2009-03-04T16:54:28.973-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;Do que move.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;O homem, movido pelo desejo subjetivo se instiga. Falta. Busca. Energia/combustível. Não bate; é vivo por todo o tempo. É a inquietação e a insatisfação. Desconvicção. Combustível acelera. É o que existe ao ponto zero. Destravado de todos os &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;games&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, a força. Não é inerte. Acontece, constantemente se queimando e existindo. É paixão. Aquela que puxa, ao contrário da plenitude que repousa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Pois a paixão é afobada. Incompreendida, embora irresistível. É a angústia de se saber incompleto, sem ter idéia do que lhe falta, mas encher a colher. A graça que lhe cai nos braços e parece te responder o que não você não sabe perguntar. Apreço. Um tiro na matéria escura. Um passo à frente, aos lados ou para trás, e já não estamos mais no mesmo lugar. E qualquer escolha que se tome será escrita pelo tempo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;E o que empurra o tempo, senão a força? É certo que, de fato, não é lúcido, mas o tempo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, pois já se encontrou sentido para quase tudo que anda ou fala, assim, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;durante&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; o tempo. Mas nada que &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;seja&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. Na hora. Efêmero. Sem futuro e/ou passado. E penso que sem estes, não existe &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;motivo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. Apenas o prazer de ser e de se estar. Apenas o que te move. Apenas teu ponto zero. Teu gosto. E são dos gostos, das paixões e desejos subjetivos que a história se move. Pois se fosse tudo morto, tudo seria estático. Então o tempo anda. E aí? O ponteiro andar constrói história. Cronologia. Ordem. O tempo escreve. Embora se esqueça ou desconheça, marca. Penso que a lógica, que surge da causa e efeito, está presa ao tempo, porque não há espaço para a dualidade num dado instante, senão na decorrência dele. Seria o tempo razão? Seriam a pretensão e a memória, a expectativa e a lembrança, o que tenta dar sentido? Aquilo que tenta explicar, o que lhe instiga a se convencer, mais que acreditar? &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Viver pelo presente me parece tão solto e aleatório quanto sincero. O mais sincero dos modos de vida. Aquele que não se guia pela pretensão, ou pela expectativa, ou pela memória de ter sido algo que não se é mais. Simplesmente se joga e acontece. Cai no buraco sem ter idéia de como sair de lá, consciente de todas as variáveis que te cercam. E isso entende-se por liberdade, dizem/estudam. A intenção de se fazer livre de jogos. A despretensão. O &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ser&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; na mais primitiva forma. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Ao vivo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5617080902516193-5284010339335104399?l=daspoucascoisas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/feeds/5284010339335104399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/2009/03/do-que-move.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5617080902516193/posts/default/5284010339335104399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5617080902516193/posts/default/5284010339335104399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/2009/03/do-que-move.html' title=''/><author><name>alexandre colchete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01272115169226530897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/913/423913.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5617080902516193.post-6571964645532443924</id><published>2009-02-25T09:23:00.000-08:00</published><updated>2009-02-25T09:29:48.998-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;Quarta-feira de cinzas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Tudo ardeu e lambeu. Toda a sede só serviu de lenha pras chamas. Brasa quente. Tudo queimava ali, à frente de todos os presentes que, contagiados como num ritual, se lambiam de calor e suor. Tudo era quente e queimava. Fogo. Foguinho. Um fogão de vários foguinhos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;E passou rápido, sem lhes deixar muito o que contar. É um tempo que passa diferente. Um tempo que é o tempo todo. Seguido, direto. Nonstop. Pois tudo que arde, acelera. E quanto mais rápido passa, menos deixa. E sem lhes deixar muito o que lembrar. A embriaguez já não deixa discernir os intervalos. Tudo se confunde num grande vazio da angústia de ter destacado aquele tempo dos outros. De ter construído a magia do ritual sobre os dias passados. Fosse este digno e estava tudo aí, crescendo, construindo. Mas ah, já não é mais aquele tempo... eis que chegam os dias mais esperados do ano e colocam tudo abaixo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Agora eles trocam de fantasia e voltam aos seus cubículos. Nada pra trás, nada pra frente. Uns dias para se esquecer. Às cinzas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5617080902516193-6571964645532443924?l=daspoucascoisas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/feeds/6571964645532443924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/2009/02/quarta-feira-de-cinzas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5617080902516193/posts/default/6571964645532443924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5617080902516193/posts/default/6571964645532443924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/2009/02/quarta-feira-de-cinzas.html' title=''/><author><name>alexandre colchete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01272115169226530897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/913/423913.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5617080902516193.post-7598510755224668691</id><published>2009-02-11T21:18:00.000-08:00</published><updated>2009-02-11T21:24:25.342-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UEnXoZZg2r8/SZOxWmT_-fI/AAAAAAAAALI/MtkA3YdtOl4/s1600-h/26-falcon.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301776188144876018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 381px; CURSOR: hand; HEIGHT: 329px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_UEnXoZZg2r8/SZOxWmT_-fI/AAAAAAAAALI/MtkA3YdtOl4/s400/26-falcon.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:180%;"&gt;Bonnie; um estudo de roteiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Noite pra dia. Tarde pra cedo. A claridade estava para dar as caras, afim de botar de pé todas as formiguinhas urbanóides.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bonnie. Negro e de grande porte. Não usava disso a ser assustador, imponente ou ofensivo. Não queria servir de referência nem tampouco gozar com o pau dos outros. Não queria estar em nenhum dos dois lados do espelho. E também não havia nada de errado nisso. Estava ali por si. Na gramaterra, descalço, a sentir a brisa calma do calor marejante. Chega e se deita embaixo de um banco de concreto em frente à praia de Botafogo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Primeiro clarão. O mar agora já tinha alguma luz pra refletir e se brilhar. As pequeninas bundudas já saíam dos formigueiros e começavam seus trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bonnie a contemplar, despretensioso, chega a marcar uns minutos antes das formigas se juntarem aos milhares, carregando o seu corpo. Saiu já desperto, farejando uns postes e cotocos de rua. Mas fosse para demarcar seu território, como havia aprendido com as formigas, ou para se fazer conhecedor de cheiros diversos, ele era alheio à cadência urbana. Não havia qualquer ansiedade que o pusesse a se agitar, correr, pular, rosnar ou temer. Não havia pressa ao seu entendimento das coisas e ele se sentia melhor assim, como se pudesse explorar e ter seu tempo para absorver tudo o que lhe encontrava. E Bonnie se tonteava tentando seguir, mesmo que com os olhos, o ritmo ultracompassado das bundudas que estavam lá seguindo a fila, levando e trazendo suas folhas de árvore, fazendo parte de toda uma mecânica complexa. Era incapaz de entender o quê os fazia ali de reflexo e não de objeto, onde ele gostava de estar. Pois penso que se não houvesse reflexo, tudo seria objeto. Um lugar que não fosse o de destaque. À brisa marejante, todos, sendo objetos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais pra dia. Fluxo sustentável.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bonnie chegara ao parque mais à frente. Andava quase que com os olhos. Embora já houvesse passado por ali diversas vezes, ia olhando para as coisas, e as coisas iam puxando-o, como uma adorável surpresa. Era empático a toda a imensidão do vazio que o rodeava. E dentro dele não havia filtro. Fitava e descobria. Cheirava e conhecia. Uma folha em branco. Era tudo branco. Era tudo vazio. Era tudo eco. Mas entrava luz, mas entrava som, e entrava de um jeito puro. Era uma absorção sincera dos fatos, pois cada efeito único se imprimia. Não enchia de carimbos ou etiquetas, embora, de alguma maneira, pudesse reconhecê-los. Cair à própria ignorância e ser livre de pensar. Isto lhe parecia lhe dar o sentido de ser. Tudo era novo. Tudo absorvido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pro meio dos meio-dias. Sol a pino.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bonnie era sede. E o sol imenso colocando tudo abaixo, derretendo as árvores, secando suas folhas. Procurou ao menos um abrigo à sombra num vasto campo de grama. Agora era um jogo. Não se chamava a atenção por qualquer novidade ou coisa estranha. Com toda a postura cabível na cena, dos peitos estufados à cabeça alta, seguia devagar, pisoteando formiguinhas, em busca de qualquer folhagem mais alta. Mas ele era enorme. Um cão enorme, muito maior que as formigas. E não era qualquer arbusto que podia armazenar aquele corpo exagerado. Seus olhos fitaram a massa fluida e negra da baía à frente, que parecia-lhe ser de onde vinha o vento fresco. Quase galopou, de boca aberta. Chegava a fechar os olhos pelo vento que lhe batia na cara. Agora ele era cego. Atropelava a grama num ritmo quase marchante. A beira se chega junto a Bonnie. Embora não tivesse filtros, era guiado por muitos sentidos. Contido, controlado, farejou a conhecer. O odor era degradante, ascoso, irritava seus sentidos. Passos para trás a recuperar um equilíbrio estável, seguro do que lhe repelia. E parou incríveis segundos olhando a esmo toda a paisagem. Olhando vazio. Como se desiludido, talvez da sede, talvez de estar ali naquele mundo de formigas. Como se fosse tudo desperdício. Agora ele caga as coisas bonitas e morre de sede? Uma mordida a mais na sua esperança. Ele podia não saber, mas não era de esconder o que lhe abatia. Ficou a perceber uma garrafa de refrigerante boiando e ficou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pro céu laranja. O dia mais pra lá do que pra cá.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bonnie. Desconstruído pela diversidade, desgastado pelo sol. Já era sua hora. Tomou seu rumo. Acompanhou as formigas que fechavam sua rotina do dia. Se dirigiam ao que lhes parecia ser mais conveniente. Seguia absorto. Boiando no mar de pequeninas, feito o lixo na Baía de Guanabara. Fluindo ao entorno. Tudo foi ficando vazio de novo, o eco ecoando, e todo o mar se dissipando. Um buraco negro a chupar todos os objetos, reflexos e esperanças. Tudo ia sumindo pro preto. Preto como Bonnie. E ele não se preocupava em perder todas as sensações. A situação não era de dar medo. Mas também não era confortante. Era para ser exatamente uma passagem em branco, pra anular toda a experiência passada, permitindo a impressão de novas cores e sabores.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lá pras tantas. Luz incandescente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bonnie se esforça para deixar o fluxo. Havia chegado a algum lugar. Cruzou uma ou outra avenida, caminhou alguns metros e parou de frente para uma grade de ferro. Parecia saber algo dali, como se a grade lhe houvesse contado algumas histórias e estava ali, sentado, disposto a se confiar a ela. Eis que se abriu. Bonnie entrou e seguiu adiante, sumindo no breu do corredor fechado. Pode-se dizer que simplesmente retornara ao seu lar; ou que se arriscara a encontrar um novo lar; ou que o simples acaso da grade abrir tenha novamente despertado seu interesse pelas diversas sensações; ou que já estava cheio e quis se esvaziar no escuro; ou que ali era só mais uma extensão do buraco negro que chupava tudo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lá pras tantas, lá pra dentro, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bonnie se foi. E não houve rastro de gosto, cor ou cheiro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao final, tudo se anulou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5617080902516193-7598510755224668691?l=daspoucascoisas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/feeds/7598510755224668691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/2009/02/bonnie-um-estudo-de-roteiro_11.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5617080902516193/posts/default/7598510755224668691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5617080902516193/posts/default/7598510755224668691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/2009/02/bonnie-um-estudo-de-roteiro_11.html' title=''/><author><name>alexandre colchete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01272115169226530897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/913/423913.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_UEnXoZZg2r8/SZOxWmT_-fI/AAAAAAAAALI/MtkA3YdtOl4/s72-c/26-falcon.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5617080902516193.post-7277608356500000210</id><published>2009-01-28T21:00:00.000-08:00</published><updated>2009-01-30T06:45:09.444-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_UEnXoZZg2r8/SYMSPbQCkyI/AAAAAAAAAKg/z5l4BfQOm8k/s1600-h/scan0001.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 475px; height: 338px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_UEnXoZZg2r8/SYMSPbQCkyI/AAAAAAAAAKg/z5l4BfQOm8k/s400/scan0001.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297097642940207906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_UEnXoZZg2r8/SYJscr7FEkI/AAAAAAAAAKI/QiYHviWJl7k/s1600-h/DSC00144.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Das águas que borbulham.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_UEnXoZZg2r8/SYJscr7FEkI/AAAAAAAAAKI/QiYHviWJl7k/s1600-h/DSC00144.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;Estava tudo acontecendo, e eu lá no meio, cercado de direções e responsabilidades. O poder que se tinha de intervir no espaço vivo e bagunçado era demais para mim e corri para o b&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;anheiro em busca de dar a meu pensamento um ambiente próprio para fluir. Me tranquei, como se vedasse um aquário para evitar qualquer vazamento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;Eu era um peixe, cagado de medo dos bichos que respiravam fora d'água, e me pus a observar seu comportamento. Essa era a melhor das ocasiões para observar e, ali, no meu aquário, eu estava em casa. O banheiro era apertado, mal cabia uma privada e, se a porta fosse cortada embaixo, era capaz dos pés ficarem para fora ao se sentar. Mas me sentei e me coube. E olhei pela fechadura. Uns corpos se agitavam, outros se gastavam, outros se carregavam. Dali eu podia assistir ao espetáculo que é a vida sem mim e, talvez, fazer graça do que via.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;Ficou tudo mais interessante quando inventei que entendia o que as pessoas falavam. Muito mais interessante do que realmente entender, uma vez que, de fato, não se diga nada relevante em ocasiões como essa. Os sentidos iam se completando, minhas brânquias faziam o trabalho de oxigenar o corpo e tudo tinha mais graça dali, de fora dos seres pulmonares agitados e bagunçados. Maestrava suas sílabas, coreografava seus saltos e sapatos, iluminava suas pupilas, dirigia suas performances.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;Um cara bateu na porta perguntando se havia alguém a usar o banheiro. Tudo bem, eu não ligaria e continuaria ali por mais alguns minutos, se não fosse o caso dele tampar minha visão estreita e limitada pela fechadura. Era um tecido preto, talvez um casaco, uma blusa, mas era como uma cortina de teatro. Era a cortina se fechando, encerrando o espetáculo antes mesmo de eu dar a ele qualquer sentido. A graça que havia em dirigir a multidão era das maiores e eu podia voltar ali e fingir que nada tinha acontecido, me misturar às performances itinerantes, aos atores mudos. Mas era um clima seco, apesar do calor úmido, e eu não podia me esquecer que era um peixe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;Abri a tampa da privada e mergulhei. Fugi dali e caguei pro cara que ia se mijar de tanto esperar a porta se destrancar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5617080902516193-7277608356500000210?l=daspoucascoisas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/feeds/7277608356500000210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/2009/01/das-aguas-que-borbulham.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5617080902516193/posts/default/7277608356500000210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5617080902516193/posts/default/7277608356500000210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/2009/01/das-aguas-que-borbulham.html' title=''/><author><name>alexandre colchete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01272115169226530897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/913/423913.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_UEnXoZZg2r8/SYMSPbQCkyI/AAAAAAAAAKg/z5l4BfQOm8k/s72-c/scan0001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5617080902516193.post-6543596291352781278</id><published>2008-11-05T18:08:00.001-08:00</published><updated>2008-11-05T19:31:29.546-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_UEnXoZZg2r8/SRJWIwVeiKI/AAAAAAAAAHg/tiDR8li8SOU/s1600-h/DSC00104.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 155px; height: 628px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_UEnXoZZg2r8/SRJWIwVeiKI/AAAAAAAAAHg/tiDR8li8SOU/s320/DSC00104.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265365622763456674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:180%;"  &gt;Quebrai-me com teu mais bravo peso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Era um dia leve. Da parede branca, uma cortina branca. Da cortina branca, uma janela colorida pela luz que vinha das coisas do lado de fora. O quarto já se amarelava. Pensou que talvez valesse a pena partir à rua para tomar um café. Tomou os chinelos, vestiu uma blusa do avesso. Saiu se esburacando sobre os pneus de sua bicicleta. No dia, o quente havia combinado com o fresco na melhor medida, e estava tudo mais interessante de se ver e reparar. A cidade estava até mais calma ao ritmo de costume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encostou suas rodas e sentou ao balcão da padaria. Havia lá um cara estranho, que falava sozinho. Ora parecia falar enrolado, ora outra língua. Poucos davam-no ouvidos e isso não o incomodava. Só murmuriava, para si mesmo. Hoje era dia de ver e reparar. Quis perceber quem poderia respondê-lo. Ele parecia ser réu e promotor de sua própria consciência em crise. Qual seria a essência humana única e autêntica que permitiria, abaixo dela, essa bipolaridade? Se não é o gosto, o que sobra? O pão queimou e o café adoçou demais. Mas não era dia de reclamar. Era dia de ver e reparar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou pra casa. Trouxe da padaria um peso enorme. Muitos pães que pareciam incontáveis. Um dia iam estragar ou apodrecer, mas trouxe todos que podia carregar na bicicleta. Pensou ter pão pra sempre. Fechou a porta sem tranca. Tranquilo de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí veio a chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o branco gelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À essa altura, já era noite e só. Um trago pra subir, outro trago pra descer. Quebrado do que faz sê-lo daqui e de lá e dali ao mesmo tempo. Dos que batem e dos que apanham. Dormiu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5617080902516193-6543596291352781278?l=daspoucascoisas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/feeds/6543596291352781278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/2008/11/quebrai-me-com-teu-mais-bravo-peso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5617080902516193/posts/default/6543596291352781278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5617080902516193/posts/default/6543596291352781278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/2008/11/quebrai-me-com-teu-mais-bravo-peso.html' title=''/><author><name>alexandre colchete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01272115169226530897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/913/423913.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_UEnXoZZg2r8/SRJWIwVeiKI/AAAAAAAAAHg/tiDR8li8SOU/s72-c/DSC00104.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5617080902516193.post-5109783260788805531</id><published>2008-10-30T12:08:00.000-07:00</published><updated>2008-11-05T22:23:22.940-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_UEnXoZZg2r8/SQpUsMiT0jI/AAAAAAAAAGo/YPZJnlqDVFM/s1600-h/antigas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 423px; height: 226px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_UEnXoZZg2r8/SQpUsMiT0jI/AAAAAAAAAGo/YPZJnlqDVFM/s320/antigas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263112232791953970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Tirei um retrato escondido daquela cena escondida, como se pudesse transferir todo o seu poder de existência pra onde eu quisesse guardar. Abria o baú e jogava meus retratos. Tinha ali dezenas de papel fotográfico impresso, colorido, às vezes até rabiscado atrás, achando que memória é do tipo de se guardar no papel. Além das fotos, algumas poucas cartas trocadas a duro custo com qualquer pessoa irrelevante. Só pra ter no papel. Mais uma vez, o papel. A idéia de imprimir me cabia como registro, e assim seguia a coletar momentos e pessoas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Não queria perder nada. Era tudo pensado. Ia levar minhas imagens a leste, noroeste, ao firmamento, ao pó da terra, onde quer que fosse. Meu desejo era ter todo aquele baú dentro da cabeça, vivo e pulsante. Com aquele aperto no peito da angústia que excita e faz ter algum acento na vida. Mas o corpo falha. Sei que falha. Havia de carregar o baú para todo lado de cá ou de lá. Com gosto! Eram as minhas, os meus retratos. Meu registro de minha vida passada. Daquela que gostei de viver. Meu corpo passara da projeção juvenil, pela efemeridade adulta, ao resgate senil. Eu teria todo o direito de guardar as coisas que quis ser.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Completaria a etapa. Registrariam meu nome em uma certidão de óbito qualquer, escrita de qualquer jeito, por qualquer sujeito, mas num papel novo, branco, prestes a perecer no baú de alguém que pensasse em guardar seus pedaços de vida pruma próxima.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5617080902516193-5109783260788805531?l=daspoucascoisas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/feeds/5109783260788805531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/2008/10/tirei-um-retrato-escondido-daquela-cena.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5617080902516193/posts/default/5109783260788805531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5617080902516193/posts/default/5109783260788805531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/2008/10/tirei-um-retrato-escondido-daquela-cena.html' title=''/><author><name>alexandre colchete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01272115169226530897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/913/423913.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_UEnXoZZg2r8/SQpUsMiT0jI/AAAAAAAAAGo/YPZJnlqDVFM/s72-c/antigas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5617080902516193.post-3913734007743872648</id><published>2008-10-20T16:49:00.000-07:00</published><updated>2008-12-20T17:46:55.767-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_UEnXoZZg2r8/SP0aIBqe44I/AAAAAAAAAGM/kieknSNNy30/s1600-h/colegno1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_UEnXoZZg2r8/SP0aIBqe44I/AAAAAAAAAGM/kieknSNNy30/s320/colegno1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259388665026503554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Acordei por nada, sem barulho ou susto ou pesadelo ou calor ou frio. Acordei porque cansei de sonhar coisas idiotas que fugiam ao meu controle. Quis olhar a hora mas evitei o esforço de esticar o braço a alcançar o celular. O sono tinha me cansado para além de seus limites oníricos e eu, às tantas da manhã, já estava esgotado. Fui tentando resgatar o que havia sonhado, me despreocupando em criar qualquer relação com a vida acordada. Lembrava que, logo antes de pousar em terra firme, estava voando em Londres. Voando, literalmente, voando. Não estava em um avião, planador, balão ou sequer tinha asas, mas podia voar. Me esforcei então para lembrar o que me fizera alçar vôo. Motivo? Há esse tipo de estruturação cognitiva e linear dentro de um sonho?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Desarrumei o edredon que me cobria e sentei à beirada da cama. Flores, amarelas. Um campo delas. Todas desabrochadas e brilhantes, quase que me cegavam. Era um campo desse e uma casa de madeira, meio demolida, meio traçada pelas pestes, meio inteira e meio normal. Meio a meio a meio a meio. Fui levantando e, a cada esforço muscular, mais sangue bombava no peito, mais energia vinha à memória.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Cueca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Abri a cortina. A janela já não me trazia nenhuma novidade há meses. Resolvi investir no café-da-manhã-de-todo-dia e nem o fato de não ter pão me surpreendia mais. Eu sabia que precisava de algum tipo de incentivo psicológico para sair dessa vida de merda que (quiçá) só eu podia suportar. Já chegava a me incomodar e, nesse estágio, eu realmente precisaria de ajuda. Me espreguiçei preparando o esforço de ficar agachado em frente ao frigobar. Agachei. Abri a porta, peguei duas fatias de mortadela. Mastiguei-as, juntas. Engoli. Merda, a garrafa de água estava vazia. Quis ligar para alguém. Talvez saber como anda fulano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Porra nenhuma. Queria me livrar desse cárcere louco que criei sobre mim mesmo. Paradoxal. A liberdade travestida me pegou de jeito e estava me fazendo um mal que eu nunca havia sonhado ou pensado ou imaginado. Me livrei da cobrança de papai e mamãe mas talvez tenha errado ao acreditar que pudesse viver sem me cobrar. Lá estava eu, sozinho, fodido e mal pago. É fato que as expectativas são sempre as melhores mas não imaginava que pudesse chegar a esse nível drástico, ridículo e embaraçoso. Nossos sonhos são sempre perfumados. Quer seja cheiroso, quer seja fedorento, o sentido está todo lá. Porém, quando acordado, se percebe que o cheiro de merda já estragou teu olfato e tudo o que te resta são os sonhos e as expectativas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5617080902516193-3913734007743872648?l=daspoucascoisas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/feeds/3913734007743872648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/2008/10/acordei-por-nada-sem-barulho-ou-susto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5617080902516193/posts/default/3913734007743872648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5617080902516193/posts/default/3913734007743872648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/2008/10/acordei-por-nada-sem-barulho-ou-susto.html' title=''/><author><name>alexandre colchete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01272115169226530897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/913/423913.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_UEnXoZZg2r8/SP0aIBqe44I/AAAAAAAAAGM/kieknSNNy30/s72-c/colegno1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5617080902516193.post-898214450116054240</id><published>2008-09-14T21:55:00.001-07:00</published><updated>2009-02-11T21:29:15.111-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:180%;"&gt;Esvaziar/Encher&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ouvia o som estalando por entre o curto espaço de seu ouvido e o ar que lhe batia aos poucos, aos ventos fortes e fracos, alternadamente e vice-versa. Mal conseguiu se aperceber no instante momento, tamanho o fascínio, mas iria encontrando palavras conforme sua razão voltasse ao esquema normal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Uma onda! Vista de baixo! O impacto e toda a confusão de pressões na remexida do mar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Tipo bumbo? Pancada no peito?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- É! Em câmera lenta, como a fluidez da água sugere.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Tô sabendo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pois que se acomodou e pediu um cigarro. Concebido. Ao primeiro trago, a louca descida. Como quem cai, Vitor caiu. Como quem flutua, Vitor flutuou. Ao mesmo tempo. O sofá sentiu todo o peso que lhe caíra ao colo e o rapaz já não sabia mais onde era chão, onde era céu. Perdera sua matemática pois, naquele instante, era um mundo que brilhava aos olhos quer fechados, quer abertos. E era isso que importava sentir ou saber.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5617080902516193-898214450116054240?l=daspoucascoisas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/feeds/898214450116054240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/2008/09/ouvia-o-som-estalando-por-entre-o-curto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5617080902516193/posts/default/898214450116054240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5617080902516193/posts/default/898214450116054240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/2008/09/ouvia-o-som-estalando-por-entre-o-curto.html' title=''/><author><name>alexandre colchete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01272115169226530897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/913/423913.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5617080902516193.post-5221432674685036943</id><published>2008-08-20T20:37:00.000-07:00</published><updated>2009-02-11T21:30:35.606-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:180%;"&gt;Curva&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pegou uns documentos, cinco reais, meteu o chaveiro pendurado no bolso, pegou a bicicleta e saiu. Nesse ponto não pensava mais que pegar o elevador e apertar o botão &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Térreo&lt;/span&gt;. Não por ansiedade, mas por não haver qualquer relevância nos dias que se passavam. Assim foi passear.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;É uma daquelas noites pretas e amarelas, do vazio frio e vazio, quando uma pista de asfalto é nada mais que chão pra pisar. Guiar. Brincar quebrando o paradigma do trânsito, matemático e objetivo. Guidão. Sinuoso pra cá, sinuoso pra lá. Tentando transformar o mundo em curvas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pedalou forte, pedalou fraco, pedalou sem as mãos e pedalou sem os pés. Andou só por onde conhece, evitando se arriscar muito pelas vielas do bairro. Andou só por conhecer e querer viver as coisas mais de uma vez pra, quem sabe, entender o que seja conhecer.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Quis um cigarro - nessa hora, quis um cigarro. E lamenta a falta de um cigarro. Assim ele poderia viver o cigarro mais uma vez e, quem sabe, entender o que fosse conhecer um cigarro. O garoto adora viver as coisas mais de uma vez. Pra sempre. A primeira &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-STYLE: italicfont-family:arial;" &gt;coisa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;, pra sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E cansou. Dentro de alguns quinze minutos ele já tinha cansado. Voltou devagar, ofegante das competições e aventuras que criou sem querer, sem achar que pudesse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5617080902516193-5221432674685036943?l=daspoucascoisas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/feeds/5221432674685036943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/2008/08/pegou-uns-documentos-cinco-reais-meteu.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5617080902516193/posts/default/5221432674685036943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5617080902516193/posts/default/5221432674685036943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/2008/08/pegou-uns-documentos-cinco-reais-meteu.html' title=''/><author><name>alexandre colchete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01272115169226530897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/913/423913.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5617080902516193.post-2559619955499268878</id><published>2008-08-14T12:20:00.000-07:00</published><updated>2009-02-11T21:31:30.777-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="FONT-FAMILY: verdana; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:180%;"&gt;Poste&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: verdana; TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: verdana; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Cego pelo poste lá do alto; de luz azul, pintando o céu, cobrindo o nu, se passando por um gosto mais feliz. Dizem acender-se pela manhã. Há de se desligar, também, deixando mostrar o vão-espaço das cores e dos ares, das dores e dos pares. Das cores, enfim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5617080902516193-2559619955499268878?l=daspoucascoisas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/feeds/2559619955499268878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/2008/08/poste.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5617080902516193/posts/default/2559619955499268878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5617080902516193/posts/default/2559619955499268878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspoucascoisas.blogspot.com/2008/08/poste.html' title=''/><author><name>alexandre colchete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01272115169226530897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/913/423913.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
