
Microcaos / Macroequilíbrio
Então a parte estável, plena, é equilíbrio. Não balança, não cai, como se em seu estado perfeito, agora para levitar. A continuidade, previsibilidade lógica do tracejado na função constante ao gráfico espaço x tempo. Tudo é inerte e preciso. Não há poeira, ali, que faça desandar ou tropeçar. Não há limo onde se possa escorregar e você está completamente seguro. Consciente e lúcido. Ali não há dúvida. Todo o futuro lhe é pretendido; todo o seu passado respondido.
Mas qual seria essa linha absoluta se expressa por um ser vivo, orgânico? Qual é a mão que não treme? Qual o corpo que não pulsa? O organismo caótico à sua microcomplexidade. O corpo que alcança não pelo braço longo, mas antes por sua matéria enquanto ser. Partículas e seja o que for que as movimente. É imprevisto, aleatório. Pulsa e desequilibra. Enferma. Falha.
Mas o bêbado nunca esquece o caminho de casa. Apesar de todas as possibilidades concedidas, é na sua cama de lençol limpo que ele quer restar. É na certeza. É atrás da paz que vive o homem. Da plenitude e calmaria. Do não-medo. De não fazer a escolha errada. Não se arrepender ou decepcionar as expectativas.
Se a beleza do equilíbrio ainda é todo o sentido, eu já estou começando a duvidar, mas que seja experimentado em pratos limpos.
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