Do que move.
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O homem, movido pelo desejo subjetivo se instiga. Falta. Busca. Energia/combustível. Não bate; é vivo por todo o tempo. É a inquietação e a insatisfação. Desconvicção. Combustível acelera. É o que existe ao ponto zero. Destravado de todos os games, a força. Não é inerte. Acontece, constantemente se queimando e existindo. É paixão. Aquela que puxa, ao contrário da plenitude que repousa.
Pois a paixão é afobada. Incompreendida, embora irresistível. É a angústia de se saber incompleto, sem ter idéia do que lhe falta, mas encher a colher. A graça que lhe cai nos braços e parece te responder o que não você não sabe perguntar. Apreço. Um tiro na matéria escura. Um passo à frente, aos lados ou para trás, e já não estamos mais no mesmo lugar. E qualquer escolha que se tome será escrita pelo tempo.
E o que empurra o tempo, senão a força? É certo que, de fato, não é lúcido, mas o tempo é, pois já se encontrou sentido para quase tudo que anda ou fala, assim, durante o tempo. Mas nada que seja. Na hora. Efêmero. Sem futuro e/ou passado. E penso que sem estes, não existe motivo. Apenas o prazer de ser e de se estar. Apenas o que te move. Apenas teu ponto zero. Teu gosto. E são dos gostos, das paixões e desejos subjetivos que a história se move. Pois se fosse tudo morto, tudo seria estático. Então o tempo anda. E aí? O ponteiro andar constrói história. Cronologia. Ordem. O tempo escreve. Embora se esqueça ou desconheça, marca. Penso que a lógica, que surge da causa e efeito, está presa ao tempo, porque não há espaço para a dualidade num dado instante, senão na decorrência dele. Seria o tempo razão? Seriam a pretensão e a memória, a expectativa e a lembrança, o que tenta dar sentido? Aquilo que tenta explicar, o que lhe instiga a se convencer, mais que acreditar?
Viver pelo presente me parece tão solto e aleatório quanto sincero. O mais sincero dos modos de vida. Aquele que não se guia pela pretensão, ou pela expectativa, ou pela memória de ter sido algo que não se é mais. Simplesmente se joga e acontece. Cai no buraco sem ter idéia de como sair de lá, consciente de todas as variáveis que te cercam. E isso entende-se por liberdade, dizem/estudam. A intenção de se fazer livre de jogos. A despretensão. O ser na mais primitiva forma. Ao vivo.
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é, de novo, nossa amiga despretensão.
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