Esvaziar/Encher
Ouvia o som estalando por entre o curto espaço de seu ouvido e o ar que lhe batia aos poucos, aos ventos fortes e fracos, alternadamente e vice-versa. Mal conseguiu se aperceber no instante momento, tamanho o fascínio, mas iria encontrando palavras conforme sua razão voltasse ao esquema normal.
- Uma onda! Vista de baixo! O impacto e toda a confusão de pressões na remexida do mar.
- Tipo bumbo? Pancada no peito?
- É! Em câmera lenta, como a fluidez da água sugere.
- Tô sabendo.
Pois que se acomodou e pediu um cigarro. Concebido. Ao primeiro trago, a louca descida. Como quem cai, Vitor caiu. Como quem flutua, Vitor flutuou. Ao mesmo tempo. O sofá sentiu todo o peso que lhe caíra ao colo e o rapaz já não sabia mais onde era chão, onde era céu. Perdera sua matemática pois, naquele instante, era um mundo que brilhava aos olhos quer fechados, quer abertos. E era isso que importava sentir ou saber.
- Uma onda! Vista de baixo! O impacto e toda a confusão de pressões na remexida do mar.
- Tipo bumbo? Pancada no peito?
- É! Em câmera lenta, como a fluidez da água sugere.
- Tô sabendo.
Pois que se acomodou e pediu um cigarro. Concebido. Ao primeiro trago, a louca descida. Como quem cai, Vitor caiu. Como quem flutua, Vitor flutuou. Ao mesmo tempo. O sofá sentiu todo o peso que lhe caíra ao colo e o rapaz já não sabia mais onde era chão, onde era céu. Perdera sua matemática pois, naquele instante, era um mundo que brilhava aos olhos quer fechados, quer abertos. E era isso que importava sentir ou saber.
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